gervane de paula
cv portfolio
cuiabá, mt, 1961. vive e trabalha em cuiabá, mt
Gervane de Paula criou um universo particular a partir de sua vivência na cidade de Cuiabá, localizada no centro geodésico da América do Sul e que se expande para o mundo, em múltiplas direções. Em sua prática artística, o cerrado, a floresta e o pantanal são objetos de sua reflexão e se manifesta em uma pintura figurativa de forte carga pictórica e expressiva, assim como em sua produção escultórica, carregada de comentários críticos e irônicos sobre o mundo que o cerca. A paisagem natural do cerrado é entrelaçada com o cotidiano político no Centro-Oeste, como a extração ilegal, os crimes ambientais, o desmatamento e extinção animal e vegetal, assuntos que são interpretados pelo artista por meio de uma iconografia popular, religiosa e de massa. As dinâmicas de poder do mundo da arte, como o racismo e as relações vivenciadas no mercado, também são temas recorrentes.
Trabalhando desde o final dos anos 1970, o artista recebeu atenção da cena artística no Rio de Janeiro ao participar das exposições “Brasil/Cuiabá: Pintura Cabocla” (1982), no MAM-Rio, e “Como vai você, Geração 80?” (1984), no Parque Lage; desde então vem participando de mostras individuais e coletivas em museus do Brasil e do exterior, como nos Estados Unidos, México e Alemanha. Participou de duas edições do FRESTAS Trienal de Artes, em 2017 e 2026, do 36º Panorama da Arte Brasileira – Sertão (2019), no MAM-SP (São Paulo / SP); da 1ª Bienal das Amazônias (2023), no Centro Cultural Bienal das Amazônias (Belém / PA); 14ª Bienal do Mercosul – “Estalo” (2025) (Porto Alegre / RS); e da 36° Bienal de Arte de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática (2025) (São Paulo /SP). Em 2024, realizou a exposição individual “Como é bom viver em Mato Grosso”, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (São Paulo / SP).

